
Espaço B3. Foto: Divulgação
O último dia de uma semana agitada termina com dois indicadores bem importantes no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, o Produto Interno Bruto do primeiro trimestre será divulgado às 9h e deve trazer um resultado positivo devido a um mercado de trabalho robusto e atividade aquecida. Nos EUA, o PCE, indicador inflacionário conhecido por ser o “favorito” do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) será divulgado às 9h30 de Brasília e também promete mexer com o pregão.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará, às 9h, o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2025. A expectativa mediana é de que a economia tenha crescido 1,5% no primeiro trimestre em relação aos últimos três meses de 2024 e 3,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, segundo as estimativas colhidas pelo Valor Data.
É importante lembrar que dados recentes mostram que a economia do Brasil segue aquecida. Ontem (29), por exemplo, os números da Pnad Contínua mostraram um desemprego menor do que no trimestre anterior e menor, inclusive, que as expectativas. Com isso, a expectativa é de um PIB forte.
E se por um lado uma atividade pujante é positiva (afinal, as pessoas estão empregadas, produzindo e consumindo), por outro isso pode significar que as pressões inflacionárias continuam. E, como bem se sabe, essa tem sido a grande preocupação do Banco Central.
Recentemente, a autoridade monetária subiu a Selic para 14,75% ao ano, o maior patamar desde 2006. No entanto, os indícios são de que a trajetória de alta esteja encerrada. Agora, é avaliar o efeito desses juros elevados na contenção da alta de preços.
O Departamento do Comércio dos EUA informa, às 9h30 de Brasília, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de abril. Na leitura anterior, o PCE cheio não variou na margem e subiu 2,3% no ano. O núcleo do PCE (ou seja, excluindo itens mais voláteis como alimentos e energia) não variou na comparação mensal, mas subiu 2,6% no ano. As estimativas de consenso são de uma alta de 0,1% para o núcleo do PCE.
Apesar das pressões do presidente Donald Trump, o Fed não voltou a cortar os juros, justamente por conta das preocupações com a inflação. É importante destacar que medidas como a taxação de produtos importados e a deportação de imigrantes tendem a trazer mais pressão inflacionária. Por isso, a autoridade monetária tem adotado uma postura mais cautelosa.
A política tarifária dos EUA continua em foco, à medida que caminha para o que parece ser uma batalha judicial depois que um tribunal federal de apelações restabeleceu na véspera as tarifas mais abrangentes de Trump, revertendo a decisão de um tribunal de comércio que havia bloqueado as taxas.
O dólar à vista subia 0,03%, cotado a R$ 5,666 na compra e R$ 5,668 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,09%, aos 5.664 pontos.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa, pressionados pela desaceleração da economia dos Estados Unidos, pelos temores de inflação e pelas incertezas em torno dos desdobramentos judiciais relacionados às tarifas “recíprocas” de Trump, que afetaram o sentimento dos investidores.
Os preços do petróleo sobem, mas caminham para encerrar a semana com queda de mais de 1%, em meio a decisões tarifárias drásticas nos EUA e enquanto o mercado se preparava para um possível aumento na produção da OPEP+.
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