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TRUMP DOBRA TARIFAS SOBRE AÇO E ALUMINIO, ATINGINDO EXPORTADORES BRASILEIROS

TRUMP ELEVA DE 25% PARA 50% TARIFAS SOBRE IMPORTAÇÕES DE AÇO E ALUMINIO

31/05/2025 às 17h31
Por: Redação Fonte: Jose Carlos
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TRUMP DOBRA TARIFAS SOBRE AÇO E ALUMINIO, ATINGINDO EXPORTADORES BRASILEIROS

Trump eleva de 25% para 50% tarifas sobre aço e alumínio

Trump informou que o aumento entrará em vigor na próxima quarta-feira. Segundo maior exportador de aço para os EUA, Brasil está entre os mais afetados pela medida.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta sexta-feira (30/05) que o aumento das tarifas sobre a importação de aço de 25% para 50% entrará em vigor na próxima quarta-feira, 4 de junho, e esclareceu que o aumento também se aplica ao alumínio.

"É uma grande honra aumentar as tarifas sobre o aço e o alumínio de 25% para 50%, com efeito a partir de quarta-feira, 4 de junho. Nossas indústrias de aço e alumínio estão voltando como nunca", escreveu o presidente americano em sua rede social Truth Social.

Ele acrescentou que esta será "mais uma grande sacudida de ótimas notícias para nossos maravilhosos trabalhadores" da indústria.

Antes, Trump havia anunciado o aumento das tarifas em um comício realizado na sexta-feira em uma planta da metalúrgica U.S. Steel em Pittsburgh, na Pensilvânia, estado estratégico do nordeste em termos eleitorais e berço da indústria siderúrgica do país.

"As taxas protegem o aço dos EUA contra dumping. Ninguém vai evitá-las", acrescentou o presidente no pódio, diante de trabalhadores que usavam capacetes e jaquetas com faixas refletivas.

Segundo o presidente americano, inicialmente ele pensou em aumentar essas tarifas para 40%, mas executivos da indústria pediram que ele as elevasse para 50%.

O Brasil está entre os mais afetados pela medida. De acordo com a Administração de Comércio Internacional dos EUA, de março de 2024 a fevereiro de 2025, o Brasil foi o segundo maior exportador de aço para os EUA, com 3,7 milhões de toneladas métricas, seguido pelo México, com 2,9 milhões. O primeiro é o Canadá.

Os EUA importam cerca de metade do aço e do alumínio que utilizam em setores como o automotivo, aeroespacial, petroquímico e de bens de consumo básicos, como produtos enlatados.

Vitória na Justiça

O anúncio de Trump ocorreu apenas um dia depois que um tribunal de apelações suspendeu o bloqueio da Corte de Comércio Internacional de grande parte da política tarifária do presidente americano sobre exportações de vários países.

Esse bloqueio não teria afetado as taxas sobre o aço, mas sim as anunciadas em 2 de abril, que consistem em uma tarifa global de 10% para praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA.

Além disso, também teria bloqueado uma proporção – que ficou congelada até julho para a assinatura de acordos – que varia de acordo com o país, em função dos déficits e volumes comerciais, e que a Casa Branca classificou como "tarifas recíprocas"

Durante a visita à usina, Trump havia declarado que estava considerando a imposição de uma tarifa de 40%, mas que executivos do setor o convenceram da necessidade de uma alíquota maior. “Com 25%, eles conseguem passar por cima”, afirmou Trump, “Com 50%, ninguém vai passar por cima.”

O Brasil, atualmente o segundo maior fornecedor de aço e ferro para os Estados Unidos, pode sentir os efeitos dessa nova política. Em 2024, as exportações brasileiras desses produtos para o mercado americano totalizaram US$ 4,677 bilhões, representando 14,9% do total importado pelos EUA.

Os Estados Unidos são um destino crucial para as exportações brasileiras de aço e ferro, absorvendo quase metade (47,9%) do total embarcado em 2024. A China, o segundo maior comprador, responde por apenas 10,7% dessas exportações, evidenciando a relevância do mercado americano para o setor siderúrgico brasileiro.

UE prepara retaliação

Neste sábado (31/05), a União Europeia ameaçou retaliar os EUA se as taxas entrarem em vigor. "Lamentamos profundamente o aumento das tarifas sobre as importações de aço de 25% para 50%", disse um porta-voz da Comissão Europeia em Bruxelas, que é responsável pela política comercial da UE.

"Essa decisão acrescenta mais incerteza à economia global e aumenta os custos para os consumidores e empresas de ambos os lados do Atlântico."

Segundo comunicado, a UE está pronta para aplicar contramedidas antes mesmo de 14 de julho. Nesta data, as tarifas impostas por Trump a dezenas de países devem começar a valer, após 90 dias de suspensão. 

 

Por:DW

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