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SUSHI DE TAMBAQUI: EMPREENDEDOR USA PEIXE AMAZÔNICO EM CARDÁPIO E CRIA RECEITA INUSITADA EM RO

EMPREENDEDOR USA PEIXE AMAZÔNICO EM CARDÁPIO E CRIA RECEITA INUSITADA EM RO

02/06/2025 às 20h44
Por: Redação Fonte: Jose Carlos
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SUSHI DE TAMBAQUI: empreendedor usa peixe amazônico em cardápio e cria receita inusitada em RO

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SUSHI DE TAMBAQUI: empreendedor usa peixe amazônico em cardápio e cria receita inusitada em RO

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Um prato típico da culinária japonesa ganhou um toque bem rondoniense pelas mãos de Valdir Vargas, empreendedor de Porto Velho. Usando um peixe amazônico como protagonista do cardápio, ele criou uma receita inusitada: o sushi de tambaqui.

Os ingredientes vêm de produtores locais, e o preparo tem um jeito todo especial. Valdir usa o filé do tambaqui, sem espinhas, empanado em uma farinha crocante. Depois, recheia com sushis, temakis e até tirashi, criando uma mistura que surpreende pelo sabor e pela criatividade.

“O Tambaqui é o elemento crocante, então agregamos a cremosidade do cream cheese, e um sabor agridoce de geleia de pimenta que é finalizada com alho porró frito, que agrega ainda mais sabor nos pratos”, explicou.

No começo, ele conta que teve dificuldade em substituir o salmão — o queridinho dos sushis — pelo tambaqui. Era preciso ajustar o tamanho dos filés, deixar o preparo mais prático e ainda conquistar o paladar do público.

“O salmão nao era o ator principal, ele se ocupou esse espaço com o tempo. Entao é um desafio sim, inserir o tambaqui nesse cenário, contudo, da mesma forma que aconteceu com o salmão acredito que podemos ir inserindo o tambaqui, e ir ocupando cada vez mais espaço no gosto popular”, disse.

De festival à vitrine do cardápio

Sushi de tambaqui — Foto: Valdir Vargas

Sushi de tambaqui — Foto: Valdir Vargas

A ideia do sushi de tambaqui surgiu em 2019, durante um festival gastronômico em Porto Velho. A princípio, o prato seria temporário, apenas para os dias do evento. Mas a repercussão foi tão grande que ele acabou vencendo o festival e entrou de vez no cardápio.

“Caiu no gosto do nosso cliente, e eu fui compelido a manter ele no cardápio definitivamente”, completou.

A escolha do tambaqui também carrega propósito: valorizar ingredientes regionais e tornar o sushi mais acessível a quem não é fã da culinária japonesa tradicional, já que o prato não é cru e tem sabor mais familiar ao paladar amazônico.

“Esse tipo de inovação com a fusão de ingredientes locais com técnicas de outras regiões do mundo, são muito ricas e convidativas”, disse.

O sucesso do sushi de tambaqui mostra como a criatividade pode abrir espaço até nos cardápios mais tradicionais. Em Rondônia, ideias como a de Valdir encontram cada vez mais terreno fértil para crescer, especialmente em um setor que está em alta: a alimentação fora do lar.

O setor de Alimentação Fora do Lar é um dos pilares da economia brasileira, com mais de 3,5 milhões de negócios em atividade, 24,1% deles formados por micro e pequenas empresas. Em Rondônia, o cenário não é diferente: só nos municípios de Ariquemes (RO)Buritis (RO)Machadinho D’Oeste (RO) e Monte Negro (RO), já são mais de 1.300 empresas ativas na área.

De acordo com o Sebrae, esse segmento tem recebido atenção especial, com o objetivo de fortalecer os empreendedores, oferecendo consultorias, capacitações e apoio à inovação para impulsionar a competitividade e enfrentar os desafios do setor.

“Nós temos várias consultorias voltadas para essa área da alimentação fora do lar. Inclusive, temos ações como participação em feiras, que trazem inovação, tecnologia e novas tendências para aplicar nos negócios locais”, afirma Francineide Câmara, analista de negócios do Sebrae.

Segundo Francineide, pequenos ajustes, como pensar na apresentação, segurança dos alimentos e embalagem, fazem diferença no resultado final e ajudam a fortalecer quem trabalha com comida fora do ambiente doméstico.

“O empresário tem que acompanhar o mercado, a evolução do mercado. E essa área anda crescendo muito, tanto em Porto Velho quanto no país. Só que requer alguns cuidados. A preocupação com a higiene, as certificações em dia, a qualidade do produto… tem que ter toda uma preocupação também”, completou.

 

 
 
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