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Os mercados financeiros mundiais sofreram forte abalo nesta sexta-feira (13), após o anúncio do ataque de Israel contra instalações nucleares no Irã, um dos principais produtores e exportadores de petróleo do mundo. O conflito elevou a instabilidade geopolítica e provocou fortes oscilações nos preços do petróleo, além de repercussões nos mercados cambiais e acionários.
Também no negativo, a Bolsa perdeu 0,42%, a 137.212 pontos, seguindo a tendência do exterior. A queda foi atenuada pela disparada das ações da Petrobras, uma empresas de maior peso no índice Ibovespa.
Israel voltou atacar o Irã depois que negociações nucleares entre Teerã e os EUA fracassaram. Tel Aviv já havia dito que não permitiria que o país persa, seu inimigo histórico, adquirisse uma bomba atômica, algo que parece próximo de ser capaz de fazer.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao Irã que faça um acordo, dizendo que ainda há tempo para o país evitar mais conflito com Israel.
“Já houve grande morte e destruição, mas ainda há tempo para que esse massacre, com os próximos ataques já planejados sendo ainda mais brutais, chegue ao fim”, disse Trump em publicação no Truth Social.
A escalada das tensões na região levantou tanto a perspectiva de uma guerra total como de envolvimento dos EUA no conflito, o que provocou a fuga de ativos de risco, com perdas em ações e moedas mais arriscadas.
O índice DXY -que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes- subiu 0,26%, a 98,12 pontos.
Aqui, a moeda apresentou volatilidade. A busca por investimentos mais seguros fez a moeda norte-americana superar R$ 5,59, mas a valorização do petróleo atenuou a alta no Brasil, já que o país é exportador da commodity.
O Brent avançou 7,76%, cotado a US$ 74,74, e o WTI, 7,94%, a US$ 73,4, em meio a preocupações de um possível choque de oferta. A National Iranian Oil Refining and Distribution Company disse que as instalações de refino e armazenamento de petróleo não foram danificadas e continuaram a operar.
Os últimos acontecimentos também não afetaram o Estreito de Ormuz, outra fonte de preocupação, segundo o analista da SEB, Ole Hvalbye. A via navegável já havia corrido o risco de ser afetada pelo aumento do conflito regional, mas até o momento não foi afetada, disse Hvalbye.
No Brasil, isso se refletiu no desempenho da Petrobras na Bolsa. A companhia abriu em disparada de mais de 4%, mas o avanço desacelerou ao longo do dia. Os papéis preferenciais e ordinários fecharam em alta de 2,45% e 2,13%, respectivamente.
No cenário internacional, os contratos futuros do petróleo Brent chegaram a subir mais de 8% pela manhã, atingindo o maior patamar desde abril de 2025. Por volta das 17h, operavam em alta de 7,55%, cotados a aproximadamente R$ 74,66.
A combinação da instabilidade geopolítica e o aumento no preço do petróleo criaram um clima de cautela entre os investidores, que passaram a reduzir riscos e evitar posições mais agressivas nos mercados de câmbio e ações.
Editado por: José Carlos
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