

Em meio à rombos bilionários e uma grave crise financeira, os Correios anunciou que colocou à venda 66 imóveis considerados ociosos, com valor total estimado em R$ 860 milhões, segundo informações da Coluna do Broadcast.
No primeiro trimestre de 2025, a estatal apresentou prejuízo de R$ 1,7 bilhão, o pior resultado desde o início da série histórica, em 2017. Em 2024, as perdas foram de R$ 2,6 bilhões.
A medida, segundo a empresa, visa reduzir custos com manutenção e gerar receitas que serão destinadas a investimentos estratégicos.
A venda será conduzida por meio de licitação ou negociação direta, e a lista completa dos bens pode ser consultada no site oficial: www.imovelcorreios.com.br.
Atualmente, os Correios detêm 2.369 imóveis próprios entre agências, centros de distribuição e escritórios. Os 66 selecionados para alienação estão sem uso operacional.
Entre os destaques do portfólio está o antigo clube dos carteiros, localizado na Asa Norte, em Brasília. Avaliado em R$ 273 milhões, o terreno de 212 mil metros quadrados possui 14 edificações, incluindo auditório, salas de aula, piscinas, quadras esportivas, lanchonete e estacionamento. O imóvel está disponível para propostas até a próxima quinta-feira, 26.
Outro bem de alto valor é o edifício de 17 andares situado na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, em Salvador (BA), que poderá ser arrematado por, no mínimo, R$ 109 milhões.
Em nota oficial enviada à Coluna do Broadcast, os Correios afirmaram que a alienação dos imóveis faz parte de uma política contínua de gestão patrimonial e não está diretamente ligada ao rombo bilionário registrado nas contas da empresa.
“A alienação de imóveis ociosos faz parte de um processo de gestão da carteira de imóveis próprios. O objetivo é reduzir custos e obter receita com a venda de ativos que não atendem mais ao interesse da empresa para fins operacionais ou administrativos”, declarou a companhia.
Paralelamente ao plano de venda, a estatal também busca parcerias para repassar, sem custo, imóveis emblemáticos que estão sem uso. E
m maio, os Correios firmaram acordo com a Prefeitura de São Paulo para a cessão do histórico Palácio dos Correios, localizado no Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista.
O prédio será transformado na sede do Smart Sampa, programa municipal de vigilância por câmeras e reconhecimento facial.
Segundo os Correios, a cessão gratuita se justifica pelo fato de que a prefeitura será responsável por toda a manutenção e reforma do espaço — encargos considerados superiores ao valor de um eventual aluguel.
A venda e cessão dos imóveis integram a estratégia da estatal de enxugar sua estrutura e buscar sustentabilidade financeira diante dos problemas financeiros enfrentados
No entanto, o pano de fundo é o desequilíbrio nas contas. A estatal teve prejuízo de R$ 1,7 bilhão apenas no primeiro trimestre deste ano. Em 2024, o rombo foi de R$ 2,6 bilhões.
Editadpo por: José Carlos
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