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LULA DESDENHA DE TARIFAÇO, MAS A UNIÃO EUROPEIA NÃO, TRUMP CONFIRMA ACORDO

EUA E UNIÃO EUROPEIAM CHEGAM A ACORDO E REDUZEM TARIFAS PARA 15%

27/07/2025 às 18h35
Por: Redação Fonte: Diario do Poder
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LULA DESDENHA DE TARIFAÇO, MAS A UNIÃO EUROPEIA NÃO, TRUMP CONFIRMA ACORDO

Lula desdenha de tarifaço, mas a União Europeia não: Trump confirma acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse em pronunciamento à imprensa que a tarifa acordada de 15% com os Estados Unidos compreende a maior parte dos produtos, dentre eles, carros, semicondutores e fármacos. "Este 15% é um teto claro, portanto, sem acumulação", afirmou a autoridade europeia.

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e o presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: Reprodução/Instagram/@ursulavonderLeyen)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou mais uma vez habilidade estratégica ao firmar um novo e robusto acordo com a União Europeia, enquanto o governo Lula (PT), assiste passivamente à perda de relevância do país no cenário global.

Em um movimento audacioso e articulado, o presidente norte-americano fechou neste domingo (27) um acordo com a União Europeia que reduziu substancialmente as tarifas sobre produtos estratégicos do bloco.

As taxas para automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos foram reduzidas de 30% para 15%, e uma inédita tarifa zero foi acordada para setores cruciais como aeronaves, peças de reposição, produtos químicos e medicamentos genéricos.

A exclusão de bebidas alcoólicas mostra que houve, inclusive, negociação técnica caso a caso — algo que o governo brasileiro parece incapaz de buscar.

Além disso, Trump conseguiu garantir um pacote bilionário de investimentos: a União Europeia se comprometeu a aplicar US$ 600 bilhões nos EUA em equipamentos militares e cooperação industrial; US$ 750 bi em energia e 50% sobre aço e alumínio.

Enquanto isso, faltando poucos dias para que entre em vigor a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — marcada para 1º de agosto —, o governo Lula ainda não esboçou qualquer reação concreta.

Tarifaço em 1º de agosto

O Secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, afirma que não haverá prorrogações ou períodos de carência após 1º de agosto para o tarifaço imposto pelos EUA e que inclui o Brasil, taxado em 50%. No entanto, segundo ele, as grandes economias podem continuar as negociações comerciais após o início de vigência das tarifas.

Países que já conseguiram negociação com os EUA

  • Japão: A alíquota ficou em 15% e o país se comprometeu a realizar investimentos nos EUA.
  • Filipinas: O acordo previu alíquotas em 19% para os produtos filipinos, enquanto os EUA não pagarão tarifas no país.
  • Indonésia: As alíquotas no país também ficaram em 19% e 99% dos produtos americanos receberão isenção.
  • Vietnã: O acordo fechou as alíquotas em 20%.
  • Reino Unido: Fechou negociações em alíquotas de 10% e redução de tarifas para o setor automotivo.

Situação do Brasil

Desde o anúncio da taxação de 50% para produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se mobilizado para sentar a mesa de negociação com os americanos. As tentativas, porém, não surgiram efeito.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o tema está centralizado na Casa Branca, o que dificulta as negociações e o diálogo entre os países. Apesar das dificuldades, Haddad afirmou que o governo está aberto para resolver o impasse.

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, se reuniu com diversos representantes do setor produtivo brasileiro para buscar alternativas ao tarifaço. Uma das possibilidade estudadas pelo governo é a ampliação do prazo de vigência das tarifas, mas o governo americano já destacou que não existe possibilidade disso acontecer. “O 1º de agosto é para todos”, disse.

 

 

Por: José Carlos

 

 

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