
Dinheiro apreendido na casa de um dos investigados. Foto: Divulgação/MP-SP
O dono da rede Ultrafarma, Sidney OIiveira, foi preso na manhã desta terça-feira (12) por suposta participação em esquema de pagamento de propina em troca de benefícios fisciais no Departamento de Fiscalização da Secretaria estadual da Fazenda de São Paulo
Aparecido Sidney de Oliveira, de 71 anos, é o empresário fundador da rede de farmácias Ultrafarma. Sidney nasceu no dia 15 de novembro de 1953 na cidade de Nova Olimpia, interior do Paraná.
Sidney OIiveira, dono da Ultrafarma. — Foto: Divulgação
A investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que revelou um esquema de corrupção envolvendo a Fast Shop e a Ultrafarma teve início após autoridades suspeitarem do salto patrimonial da empresa da mãe de um auditor. Ela declarou ter R$ 411 mil em 2021 e R$ 2 bilhões dois anos depois, em 2023.
A empresa, Smart Tax, do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, era considerada uma fachada, sem funcionários e com atividades limitadas, sendo controlada diretamente por ele. A suspeita é de que tenha usado a companhia para desviar recursos em troca de serviços de facilitação de crédito tributário.
O esquema de corrupção, que teve início em 2021, envolvia a Fast Shop, que transferiu mais de R$ 1 bilhão para a Smart Tax, com o objetivo de acelerar o processo de recebimento de créditos tributários. A operação também identificou que, em troca desses favores, o auditor e outros envolvidos recebiam propina.
O esquema funcionava com a utilização de empresas de fachada para facilitar o acesso a créditos tributários e o MP-SP suspeita que outras grandes empresas do setor varejista possam ter se beneficiado da mesma prática.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em diversas cidades, incluindo São Paulo e Ribeirão Pires. O dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e um executivo da Fast Shop foram presos, além de outros auditores fiscais envolvidos no esquema.
A investigação identificou ainda o envolvimento de dois estelionatários, Celso de Araújo e Tatiane de Conceição Lopes, que ajudavam na lavagem de dinheiro para o esquema. Grande parte do dinheiro foi encontrado em suas casas, junto com pedras preciosas.
A Justiça também apontou que a operação, além de envolver créditos tributários, era alimentada por propinas regulares. O fiscal envolvido no caso estava dos dois lados do balcão, autorizando créditos tributários para empresas que pagavam propina para acelerar o processo. O MP-SP está investigando mais detalhes sobre o funcionamento do esquema e a possível extensão do envolvimento de outras empresas.
Por: José Carlos
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