Quinta, 02 de Abril de 2026
20°C 27°C
Palmas, TO

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL ATINGE R$ 8,25 TRILHÕES EM OUTUBRO DE 2025

DÍVIDA PÚBLICA AVANÇA 1,62% E ATINGE R$ 8,25 TRILHÕES

27/11/2025 às 21h52
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
Compartilhe:
DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL ATINGE R$ 8,25 TRILHÕES EM OUTUBRO DE 2025

Dívida Pública Federal Atinge R$ 8,25 Trilhões em Outubro de 2025

A Dívida Pública Federal (DPF) teve um aumento significativo em outubro, subindo de R$ 8,122 trilhões em setembro para R$ 8,253 trilhões, o que representa uma alta de 1,62%. Essa informação foi divulgada pelo Tesouro Nacional em Brasília nesta quinta-feira (27).

Em agosto, a DPF já havia ultrapassado a marca de R$ 8 trilhões pela primeira vez. Segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF), que foi revisado em setembro, a expectativa é que a DPF encerre 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou crescimento, passando de R$ 7,82 trilhões em setembro para R$ 7,948 trilhões em outubro, um aumento de 0,31%. O Tesouro emitiu R$ 41,38 bilhões em títulos a mais do que os resgates, com foco em papéis atrelados à Taxa Selic. Além disso, houve uma apropriação de R$ 85,23 bilhões em juros, que são incorporados ao estoque da dívida pública.

Com a Taxa Selic em 15% ao ano, essa apropriação tem um impacto significativo no endividamento do governo. Em outubro, o Tesouro emitiu R$ 162,59 bilhões em títulos da DPMFi, enquanto os resgates totalizaram R$ 119,86 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) também registrou um aumento de 1,17%, passando de R$ 301,53 bilhões em setembro para R$ 305,06 bilhões em outubro, impulsionada pela alta de 1,24% do dólar no mesmo período, em meio a tensões entre os EUA e a China.

Colchão da Dívida

Após uma queda em setembro, o colchão da dívida pública, que serve como uma reserva financeira em momentos de crise, voltou a crescer, passando de R$ 1,032 trilhão para R$ 1,048 trilhão. Essa reserva atualmente cobre 8,81 meses de vencimentos da dívida pública, com R$ 1,434 trilhão previsto para vencer nos próximos 12 meses.

Composição da Dívida

A composição da DPF variou de setembro para outubro, com os títulos vinculados à Selic aumentando de 47,47% para 48,19%. Os títulos corrigidos pela inflação caíram de 26,81% para 26,68%, enquanto os prefixados diminuíram de 22,02% para 21,44%. Os títulos atrelados ao câmbio também tiveram uma leve queda, de 3,7% para 3,68%.

O PAF prevê que, ao final do ano, a composição dos títulos será a seguinte: 48% a 52% vinculados à Selic, 24% a 28% corrigidos pela inflação, 19% a 23% prefixados e 3% a 7% atrelados ao câmbio.

Prazo Médio

O prazo médio da DPF teve uma leve oscilação, passando de 4,16 para 4,14 anos. Esse prazo indica a confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos financeiros.

Detentores da Dívida

A composição dos detentores da DPF interna é a seguinte: instituições financeiras possuem 32,21%, fundos de pensão 22,97%, fundos de investimento 21,21%, não-residentes 10,46% e demais grupos 13,2%. Apesar da tensão no mercado financeiro, a participação dos investidores estrangeiros aumentou em relação ao mês anterior.

Por meio da dívida pública, o governo capta recursos dos investidores para cumprir suas obrigações financeiras, prometendo devolver esses valores com correção, que pode ser atrelada à Selic, à inflação, ao dólar ou ser prefixada.

 

Por: José Carlos

Fonte: Agência Brasil

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários