
A Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, conhecida como La Carlota, principal aeroporto militar de Caracas, na Venezuela, amanheceu, neste sábado (3), ainda com incêndios, destroços e danos na área externa, poucas horas depois de o governo venezuelano denunciar uma “agressão militar” atribuída aos Estados Unidos. Equipes da agência EFE constataram focos de fogo no entorno da instalação, além de árvores derrubadas e partes da principal rodovia da capital danificadas, em um cenário que evidenciava a gravidade do episódio.

A vice presidente da Venezuela confirmou que o ditador Nicolás Maduro foi capturado pelas forças norte-americanas. Ela disse que o tirano foi “raptado” e exigiu “prova de vida”, mas a verdade foi é capturado como narcotraficante.
O ministro da Defesa Vladimir Padrino López, cuja casa também foi bombardeada, segundo divulgou a Sky News, conclamou o “povo heróico da Venezuela”a resistir. “A Força Armada Nacional Bolivariana informa ao mundo inteiro que na madrugada de hoje, 03 de janeiro de 2026, o povo venezuelano foi alvo da agressão militar mais criminosa por parte do governo dos EUA”, disse.
Diante do ocorrido, o presidente Nicolás Maduro decretou estado de comoção exterior em todo o território nacional. Em pronunciamento, o chefe do Executivo afirmou que a medida foi tomada após uma “agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos”, citando explosões registradas não apenas em Caracas, mas também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
O governo venezuelano sustenta que os ataques fazem parte de uma escalada de tensões impulsionada por ameaças externas.
De acordo com informações do jornal El Nacional, há relatos de sobrevoo de aeronaves e sucessivas detonações que reforçaram o clima de apreensão durante a madrugada.
O episódio ocorre em meio a um contexto de crescente tensão diplomática, após declarações do presidente Donald Trump sobre operações militares no Caribe e advertências relacionadas a possíveis ações terrestres. O governo venezuelano tem denunciado reiteradamente o que classifica como ameaças à sua soberania.
Na sexta-feira anterior às explosões, Trump anunciou um ataque contra uma “grande instalação” como parte de uma ofensiva contra uma suposta rede de narcotráfico que, segundo Washington, teria liderança venezuelana. O presidente estadunidense, no entanto, não esclareceu se o ataque ocorreu em território da Venezuela. Dias depois, afirmou que a ação teria atingido um cais, novamente sem detalhar a localização exata do bombardeio.
Reportagem publicada pelo The New York Times informou que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, realizou na semana passada um ataque com drones contra uma instalação portuária venezuelana. A informação, atribuída a fontes ligadas ao governo estadunidense, não foi confirmada oficialmente pelas autoridades de Washington, mas ampliou as especulações sobre o alcance das operações militares na região.
Antes das explosões deste sábado, Maduro havia declarado em entrevista que o sistema defensivo do país “tem garantido e continuará garantindo a integridade territorial” da Venezuela.
Questionado sobre um possível ataque terrestre, o presidente evitou confirmar ou negar diretamente, mas reforçou a disposição do governo de responder a qualquer ameaça externa. As autoridades venezuelanas afirmam que seguem monitorando a situação e que novas medidas de segurança poderão ser adotadas.
Por: José Carlos
Fonte: Diário do Poder
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