O Drex, liderado por Campos Neto, Fabio Araujo e Clarissa de Souza, é o novo projeto digital do Banco Central — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Drex, a nova moeda digital do Brasil, está em fase avançada de desenvolvimento e promete transformar o sistema financeiro do país.
Idealizado pelo Banco Central, o projeto é liderado por uma equipe multidisciplinar que inclui nomes como Roberto Campos Neto, ex-presidente da instituição, Fabio Araujo, consultor do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos, e Clarissa de Souza, coordenadora de tecnologia da informação. O Drex promete trazer maior eficiência, transparência e segurança às transações financeiras.
Drex é a sigla do projeto de moeda digital do Banco Central (CBDC - Central Bank Digital Currency). Diferentemente das criptomoedas, ele será emitido e regulado pelo Banco Central, utilizando tecnologia blockchain. Essa base tecnológica garante que as transações sejam rastreáveis, seguras e programáveis, permitindo automatização de processos financeiros, como pagamentos e transferências.
Entre os benefícios esperados, destacam-se a redução de custos operacionais para empresas e bancos e a criação de novos modelos de negócios.
A coordenação técnica do projeto está sob a responsabilidade de Fabio Araujo, economista com doutorado pela FGV e Princeton University, e Clarissa de Souza, especialista em ciência da computação e com ampla experiência em tecnologia da informação. Ambos lideram equipes que desenvolvem e testam o sistema desde março de 2023.
O Drex está sendo testado por 16 consórcios, que incluem bancos e empresas de tecnologia. A proposta inclui funcionalidades como contratos inteligentes, que automatizam termos e condições de acordos financeiros, e transações quase instantâneas, disponíveis 24 horas por dia.
No entanto, o projeto enfrenta desafios técnicos e financeiros. Apesar da complexidade, o Banco Central optou por não alocar um orçamento adicional, utilizando sua equipe e infraestrutura já existentes. Para complementar os recursos, firmou parcerias com instituições privadas, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que oferece apoio técnico.
Com seu lançamento previsto para 2025, o Drex promete não apenas digitalizar a moeda brasileira, mas também criar um ecossistema robusto para operações financeiras. A expectativa é que o modelo brasileiro inspire outros países a adotar tecnologias semelhantes.
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