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APÓS CHINA SUSPENDER COMPRAS DA BOIENG AÇÕES DA EMPRESA DESABAM ENQUANTO AS AÇÕES DA EMBRAER DISPARAM

APÓS CHIMA SUSPENDER COMPRAS DA BOEING AÇÕES DA EMPRESA DESABAM ENQUANTO AS AÇÕES DA EMBRAER DISPARAM

15/04/2025 às 19h49
Por: Redação
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Após China suspender compras da Boeing, ações da empresa desabam enquanto as da Embraer disparam

Na imagem vendo um modelo de avião Boeing pousando em um aeroporto na China
Legenda: A China é um dos maiores mercados de aviação do mundo, com empresas aéreas tendo 179 encomendas imediatas coma Boeing
 

O governo Chinês determinou nesta terça-feira (15) que empresas aéreas do País parem de adquirir aeronaves fabricadas pela norte-americana Boeing, em mais um degrau na escalada da guerra comercial entre Pequim e Washington. As informações são da agência Bloomberg, mas segue sem confirmação oficial das autoridades.

Após a divulgação das notícias relacionadas ao boicote, as ações da empresa americana caíram cerca de 1,5% na bolsa de valores, com empresas concorrentes indo pelo caminho inverso, e dispararam nos pregões, como a francesa Airbus - líder na China no fornecimento de aeronaves, que subiu 1,5%, e a brasileira Embraer registrando 3,5% de alta.

A medida vem em mais uma retaliação a aplicação de tarifas comerciais por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o país asiático. Atualmente, as importações de produtos provenientes da China possuem taxação de 145%. Já as importações americanas registram 125%, essas, determinadas por Xi Jinping

A China é hoje um dos maiores mercados de aviação do mundo, com a Boeing prevendo ainda no fim do ano passado, que a frota de aeronaves no país subirá de 4.345 para 9.740 até 2043, um grande incremento na composição futura nas valiosas viagens de um único corredor, que segundo essa previsão serão 6.720 do total.

Hoje, a rival Airbus possui uma cota de cerca de 55% do mercado a tornando dominante no país, com 2.200 aviões entregues. A americana Boeing registra 1.400 entregas de aviões nos últimos 20 anos. Ao menos três grandes companhias aéreas da China possuem encomendas com a Boeing, Air China, China Eastern e China Southern, que somam 179 encomendas imediatas.

ENTENDA:

Boeing em queda livre: ações despencam com anúncio

A reação dos mercados não tardou. As ações da Boeing recuavam com força após a notícia, registrando queda de 1,7% por volta das 16h. A fabricante americana já enfrenta um período turbulento, marcado por desafios na cadeia de suprimentos, aumento de exigências regulatórias e prejuízos reputacionais após falhas de segurança em seus aviões.

Agora, com a nova determinação de Pequim, as três principais companhias aéreas chinesas — Air China, China Eastern Airlines e China Southern Airlines — devem congelar os planos de incorporar 179 aeronaves da Boeing até 2027, criando um rombo no cronograma da fabricante.

Segundo a Bloomberg, o governo chinês estuda inclusive apoiar financeiramente as companhias aéreas que alugam jatos da Boeing e enfrentam elevação de custos devido às novas tarifas impostas pelos EUA.

Trump endurece discurso e reacende guerra comercial

O presidente Donald Trump reagiu em sua rede Truth Social, acusando a China de “renegar acordos comerciais” e tratar de forma “brutal” tanto os agricultores norte-americanos quanto a Boeing. “Nossos agricultores são grandes, mas sempre colocados na linha de frente. A China não tem respeito algum pelo nosso país sob governos democratas”, disparou Trump, em mais um aceno à sua base eleitoral.

A retaliação chinesa está em linha com o movimento da semana anterior, quando o governo aumentou os impostos sobre diversas importações dos EUA para até 125%. Para analistas, o risco agora é de paralisação total do comércio bilateral, que movimentou mais de US$ 650 bilhões em 2024.

Espaço aberto para concorrentes: Airbus e Embraer ganham terreno

Com a Boeing na defensiva, seus concorrentes veem uma janela de oportunidade. A Airbus, que já detém forte presença no mercado chinês, tende a ampliar sua fatia. Mas quem surpreendeu foi a brasileira Embraer: as ações da empresa lideravam os ganhos do Ibovespa nesta terça-feira, subindo mais de 4%, com rumores de que poderia suprir parte da demanda reprimida pela suspensão dos contratos com a Boeing.

O papel EMBR3 era cotado a R$ 65,17 por volta das 11h15, alavancando o principal índice da bolsa brasileira, que operava em leve alta de 0,12%.

Perspectivas: aviação como peça-chave da geopolítica

O embate atual entre China e Estados Unidos mostra como a aviação comercial se tornou um campo estratégico na disputa global por influência econômica e tecnológica. A decisão de Pequim não apenas afeta a Boeing financeiramente, como também representa uma clara sinalização de que o país está disposto a usar seu poder de mercado para responder a pressões políticas.

Com eleições nos EUA e tensões geopolíticas crescentes, o setor aeroespacial poderá continuar sendo moeda de troca em negociações bilaterais. Para a Boeing, o desafio agora é reequilibrar sua presença global, enquanto tenta reconstruir a confiança de investidores e reguladores.

 

 

 

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