O Fluminense conquistou, nesta quarta-feira (25), a classificação para as oitavas de final do Super Mundial de Clubes ao empatar em 0 a 0 com o Mamelodi Sundowns, da África do Sul, no Hard Rock Stadium, em Miami. O resultado deixou o Tricolor com cinco pontos e a segunda colocação do Grupo F, enquanto o adversário africano, com quatro pontos, acabou eliminado da competição.
O Jogo
A partida foi marcada pelo equilíbrio e por chances de ambos os lados. O Mamelodi Sundowns começou pressionando e levou perigo ao gol de Fábio nos primeiros minutos. Matthews recebeu lançamento e obrigou o goleiro tricolor a fazer grande defesa logo aos sete minutos. Pouco depois, Lunga também testou a meta carioca, mas esbarrou novamente em Fábio.
O Fluminense demorou a se encontrar no jogo, mas melhorou a marcação e começou a encontrar espaço. A primeira chegada tricolor veio com Freytes, que finalizou após cobrança de escanteio. Na reta final do primeiro tempo, Arias teve grande chance ao chutar cruzado, mas ninguém apareceu para concluir para o gol. Em seguida, Nonato também levou perigo com um chute rente à trave.
O que se viu foi uma equipe que não só estagnou, como involuiu. Foi do encanto à preocupação jogando cada vez menos. E mesmo assim, o Fluminense garantiu a vaga nas oitavas de final.
Vaga à parte, desempenho (muito) mais preocupa do que anima
É impossível tirar a razão de quem defende a tese de que a única coisa que importava na fase de grupos era garantir a classificação.
De fato, o Fluminense cumpriu o objetivo que tinha a obrigação de cumprir. Agora, é inegável que Renato Gaúcho leva bem mais preocupações do que pontos positivos para as oitavas de final.
De imediato, o treinador precisa encontrar soluções criativas para não depender apenas de Jhon Arias para levar perigo. Mas a “culpa” pela oscilação também deve ser distribuída às individualidades que pouco renderam no Mundial.
As atuações ruins e preguiçosas contra Ulsan e Mamelodi Sundowns se tornam ainda mais pobres na comparação com o que o Fluminense tem capacidade de apresentar — e já apresentou — no Mundial.
O Tricolor subiu a régua e hoje virou refém de seu próprio futebol. E agora, precisa mais do que nunca usá-lo a seu favor nas oitavas.
Editado por: José Carlos

