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ALEXANDRE DE MORAES REAGE A PROVOCAÇÕES DA TORCIDA EM JOGO DA COPA DO BRASIL

ALEXANDRE DE MORAES VAI AO JOGO E REAGE APÓS SANÇÕES DOS EUA

31/07/2025 às 10h07
Por: Redação Fonte: Povonarua.com
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ALEXANDRE DE MORAES REAGE A PROVOCAÇÕES DA TORCIDA EM JOGO DA COPA DO BRASIL

Alexandre de Moraes reage a provocações da torcida em jogo da Copa do Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assistiu ao clássico entre Corinthians e Palmeiras na Neo Química Arena, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (30), pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Durante sua chegada ao estádio, Moraes, que é torcedor declarado do Corinthians, reagiu a provocações vindas da torcida. O STF ainda não se manifestou sobre o assunto.

A presença no jogo ocorreu no mesmo dia em que ele foi alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos e em que o Brasil teve suas exportações para o mercado norte-americano taxadas em 50%.

Ministro Alexandre Moraes vai a jogo do Corinthians

Horas após ser sancionado pelos Estados Unidos, o ministro Alexandre Moraes vai a jogo do Corinthians contra o Palmeiras e reage com um gesto obsceno ao ser abordado. A partida aconteceu na noite desta quarta-feira (30), na Neo Química Arena, em São Paulo, válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Alexandre de Moraes esteve no estádio acompanhado da esposa e demonstrou descontração, sorrindo e acenando ao público presente.

Ao ser interpelado por um torcedor, Moraes respondeu com um “vai Corinthians”, seguido de um gesto com o dedo do meio. O ministro é conhecido por frequentar jogos do clube alvinegro. Em março, ele também esteve no estádio para assistir à final do Campeonato Paulista, em que o Corinthians venceu justamente o rival Palmeiras e ficou com o título.

A presença do magistrado nas arquibancadas chamou atenção até do narrador Galvão Bueno, que transmitia a partida pela Amazon Prime. “Aí você vai vendo a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que está envolvido em toda essa conversa, essa disputa com o governo dos Estados Unidos. Mas isso é política. Ele está ali como torcedor. Tem todo o direito de estar ali como torcedor”, comentou Galvão durante a transmissão.

Sanção inédita pela Lei Magnitsky

O gesto e a ida ao estádio ocorreram horas depois de Moraes se tornar o primeiro membro de uma democracia punido pela Lei Magnitsky, um mecanismo de sanções criado pelos Estados Unidos para combater corrupção e violações graves de direitos humanos. A decisão foi anunciada pela Secretaria do Tesouro do governo de Donald Trump.

Entre as medidas previstas pela lei estão o bloqueio de bens e contas bancárias em território norte-americano, o cancelamento de vistos e a proibição de entrada no país. Moraes agora figura entre os estrangeiros considerados responsáveis por condutas antidemocráticas e abusos de poder.

Ao justificar a penalidade, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o ministro brasileiro conduz uma “campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados, incluindo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”. Ele classificou as ações como parte de uma “caça às bruxas” no Brasil.

A ida do magistrado ao estádio foi comentada pelo narrador Galvão Bueno, durante a transmissão do jogo na Amazon Prime. “Aí você vai vendo a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que está envolvido em toda essa conversa, essa disputa com o governo dos Estados Unidos. Mas isso é política. Ele está ali como torcedor. Tem todo o direito de estar ali como torcedor”, afirmou Galvão.

Mais cedo, o ministro foi incluído na lista de sanções do governo Donald Trump, por meio da Lei Magnitsky, dispositivo que impõe restrições financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos.

A decisão bloqueia contas bancárias, impede o acesso ao sistema financeiro dos EUA e pode barrar a entrada de Moraes no país. Na semana passada, o visto dele, de outros sete ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia sido suspenso por ordem de Trump.

 

Por:José Carlos

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