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PF APONTA SENADOR EDUARDO GOMES (PL-TO) EM SUPOSTO ESQUEMA DE RATEIO DE EMENDAS E PEDE INVESTIGAÇÃO

PF APONTA SENADOR DO PL EDUARDO GOMES (PL-TO) EM SUPOSTO ESQUEMA DE RATEIO DE EMENDAS E PEDE INVESTIGAÇÃO

10/02/2025 às 15h07
Por: Redação Fonte: Jose Carlos
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PF APONTA SENADOR EDUARDO GOMES (PL-TO) EM SUPOSTO ESQUEMA DE RATEIO DE EMENDAS E PEDE INVESTIGAÇÃO

Veja mensagens que levaram PF a pedir inquérito sobre senador do PL

Conversas encontradas pela PF mostram ex-assessor de senador cobrando repasse de valores supostamente desviados de emendas

PF pede investigação de senador do PL por desvios de emendas Eduardo Gomes foi identificado como suspeito de desvios em inquérito que investiga 3 deputados do PL Senador Eduardo Gomes (PL-TO), relator do projeto O PL 5.008/2023 que prevê a liberação dos dispositivos, também conhecidos como vapes - Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adia a votoção do projeto de lei que regulamenta a comercialização dos cigarros eletrônicos, hoje proibida no país. Sérgio Lima/Poder360 - 20.ago.2024 PODER360 10.fev.2025 (segunda-feira) - 11h50 A PF (Polícia Federal) pediu a abertura de inquérito.

Eduardo Gomes
 
A PF (Polícia Federal) pediu a abertura de inquérito para investigar a suspeita de desvios de emendas parlamentares do senador Eduardo Gomes (PL-TO), atual 1º vice-presidente do Senado. A solicitação se dá no inquérito da Operação Emendário, que investiga os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), denunciados pela Procuradoria-Geral da República. A PF analisou aparelhos eletrônicos apreendidos durante a investigação e encontrou mensagens em que um ex-assessor de Eduardo Gomes cobra valores do secretário parlamentar do deputado Josimar Maranhãozinho.
A investigação teve um desdobramento significativo após a análise de aparelhos eletrônicos apreendidos durante as diligências. A PF identificou mensagens em que um ex-assessor de Eduardo Gomes cobra o pagamento de valores de Carlos Lopes, funcionário do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), apontado como operador de um esquema de rateio de emendas entre parlamentares aliados. De acordo com o relatório da corporação, as trocas de mensagens sugerem que o senador estaria inserido no mesmo modus operandi investigado na Operação Emendário.

Em um dos diálogos, datado de fevereiro de 2022, o ex-assessor de Gomes, identificado como Lizoel Bezerra, pressiona Lopes sobre um "saldo devedor" de R$ 1,3 milhão. Ele pede que pelo menos R$ 150 mil sejam pagos imediatamente para cobrir despesas urgentes. Em uma das mensagens, Lizoel reforça a urgência da transferência: "Bom dia amigo. Me dá uma posição. Homem tá na agonia. Pagar contas e viajar".

A investigação aponta que o "homem agoniado" mencionado na conversa é o próprio Eduardo Gomes, com base em um print anexado ao inquérito. A imagem mostra um interlocutor identificado pelo nome do senador e com uma foto de perfil representando o estado de Tocantins. Em outra troca de mensagens, de 25 de fevereiro de 2022, o interlocutor, supostamente o senador, escreve: "o cara mandou", ao que Lizoel responde: "to esperando ele falar aqui comigo".

A insistência de Lizoel para a conclusão do pagamento também fica evidente em mensagem do dia seguinte: "Bom dia, Carlos. Alguma novidade? A camionete (sic) chegou?". Lopes responde negativamente e o ex-assessor de Gomes ordena que ele fique de plantão para resolver a situação.

Para a PF, o receio expresso por Lizoel ao longo das mensagens indica que o atraso no pagamento poderia comprometer a capacidade de Eduardo Gomes de influenciar a distribuição de emendas no ano seguinte. "E a pior parte disso tudo é eu ficando queimado com o amigo e nesse próximo orçamento não vou ter nada. Isso é de fuder (sic)", lamenta o ex-assessor.

As mensagens seguiram até março de 2022, véspera da operação que cumpriu mandados de busca e apreensão na residência de Carlos Lopes. Apesar das evidências levantadas, a origem exata da dívida cobrada por Lizoel Bezerra ainda não foi determinada.

Diante dos indícios reunidos, a PF encaminhou um relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR), sugerindo a necessidade de uma investigação aprofundada sobre o envolvimento do senador. "Em que pese ser um encontro fortuito de provas, que, salvo melhor juízo, deve ser investigado em outro procedimento, destaca-se neste momento porque corrobora a hipótese aventada de rateio de valores de emendas parlamentares", conclui a PF.

A PF indica que o tal homem agoniado é Eduardo Gomes porque Lizoel Bezerra envia um print de uma conversa com um interlocutor com o nome do senador e cuja foto do perfil é do mapa do estado de Tocantins – estado onde Gomes foi eleito.

Reprodução
A mensagem que a POlícia Federal atribui ao senador Eduardo Gomes (PL-TO)

No print, em 25 de fevereiro de 2022, o interlocutor apontado como sendo o senador diz: “O cara mandou”. Lizoel então responde: “To esperando ele falar aqui comigo”.

A PGR acatou o pedido e determinou a extração do relatório da Operação Emendário para iniciar uma "petição autônoma destinada à realização de diligências preliminares".

Defesa do senador - A assessoria de Eduardo Gomes negou qualquer irregularidade. Em nota, afirmou que, enquanto relator parcial do orçamento e líder do governo Bolsonaro no Congresso, destinou recursos para vários estados, incluindo o Maranhão. Alegou, ainda, que a única emenda individual do senador para um estado fora do Tocantins foi para o Rio Grande do Sul, devido às chuvas, no valor de R$ 1 milhão.

Sobre Lizoel Bezerra, a assessoria informou que ele atuou apenas como motorista em campanhas políticas do senador, negando qualquer vínculo com o gabinete no Senado.

 

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