
PF pede investigação de senador do PL por desvios de emendas Eduardo Gomes foi identificado como suspeito de desvios em inquérito que investiga 3 deputados do PL Senador Eduardo Gomes (PL-TO), relator do projeto O PL 5.008/2023 que prevê a liberação dos dispositivos, também conhecidos como vapes - Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adia a votoção do projeto de lei que regulamenta a comercialização dos cigarros eletrônicos, hoje proibida no país. Sérgio Lima/Poder360 - 20.ago.2024 PODER360 10.fev.2025 (segunda-feira) - 11h50 A PF (Polícia Federal) pediu a abertura de inquérito.
Em um dos diálogos, datado de fevereiro de 2022, o ex-assessor de Gomes, identificado como Lizoel Bezerra, pressiona Lopes sobre um "saldo devedor" de R$ 1,3 milhão. Ele pede que pelo menos R$ 150 mil sejam pagos imediatamente para cobrir despesas urgentes. Em uma das mensagens, Lizoel reforça a urgência da transferência: "Bom dia amigo. Me dá uma posição. Homem tá na agonia. Pagar contas e viajar".
A investigação aponta que o "homem agoniado" mencionado na conversa é o próprio Eduardo Gomes, com base em um print anexado ao inquérito. A imagem mostra um interlocutor identificado pelo nome do senador e com uma foto de perfil representando o estado de Tocantins. Em outra troca de mensagens, de 25 de fevereiro de 2022, o interlocutor, supostamente o senador, escreve: "o cara mandou", ao que Lizoel responde: "to esperando ele falar aqui comigo".
A insistência de Lizoel para a conclusão do pagamento também fica evidente em mensagem do dia seguinte: "Bom dia, Carlos. Alguma novidade? A camionete (sic) chegou?". Lopes responde negativamente e o ex-assessor de Gomes ordena que ele fique de plantão para resolver a situação.
Para a PF, o receio expresso por Lizoel ao longo das mensagens indica que o atraso no pagamento poderia comprometer a capacidade de Eduardo Gomes de influenciar a distribuição de emendas no ano seguinte. "E a pior parte disso tudo é eu ficando queimado com o amigo e nesse próximo orçamento não vou ter nada. Isso é de fuder (sic)", lamenta o ex-assessor.
As mensagens seguiram até março de 2022, véspera da operação que cumpriu mandados de busca e apreensão na residência de Carlos Lopes. Apesar das evidências levantadas, a origem exata da dívida cobrada por Lizoel Bezerra ainda não foi determinada.
Diante dos indícios reunidos, a PF encaminhou um relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR), sugerindo a necessidade de uma investigação aprofundada sobre o envolvimento do senador. "Em que pese ser um encontro fortuito de provas, que, salvo melhor juízo, deve ser investigado em outro procedimento, destaca-se neste momento porque corrobora a hipótese aventada de rateio de valores de emendas parlamentares", conclui a PF.
A PF indica que o tal homem agoniado é Eduardo Gomes porque Lizoel Bezerra envia um print de uma conversa com um interlocutor com o nome do senador e cuja foto do perfil é do mapa do estado de Tocantins – estado onde Gomes foi eleito.
No print, em 25 de fevereiro de 2022, o interlocutor apontado como sendo o senador diz: “O cara mandou”. Lizoel então responde: “To esperando ele falar aqui comigo”.
A PGR acatou o pedido e determinou a extração do relatório da Operação Emendário para iniciar uma "petição autônoma destinada à realização de diligências preliminares".
Defesa do senador - A assessoria de Eduardo Gomes negou qualquer irregularidade. Em nota, afirmou que, enquanto relator parcial do orçamento e líder do governo Bolsonaro no Congresso, destinou recursos para vários estados, incluindo o Maranhão. Alegou, ainda, que a única emenda individual do senador para um estado fora do Tocantins foi para o Rio Grande do Sul, devido às chuvas, no valor de R$ 1 milhão.
Sobre Lizoel Bezerra, a assessoria informou que ele atuou apenas como motorista em campanhas políticas do senador, negando qualquer vínculo com o gabinete no Senado.
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