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ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS ATINGE NÍVEIS RECORDES EM 2025

ENDIVIDAMENTO SOBE PELO 3º MÊS SEGUIDO

09/11/2025 às 19h34
Por: Redação Fonte: Jornal de Brasilia
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ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS ATINGE NÍVEIS RECORDES EM 2025

Endividamento das famílias brasileiras atinge 79,5% e bate novo recorde em outubro

Pessoa fazendo contas/Foto: Divulgação

O endividamento das famílias brasileiras alcançou 79,5% em outubro, a terceira alta consecutiva, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). A inadimplência também cresceu: 30,5% dos lares estão com contas em atraso, e 13,2% afirmam não ter condições de pagar, o maior nível da série histórica.

A alta simultânea de endividamento e inadimplência pressiona o consumo em pleno trimestre de maior importância para o varejo. Segundo a CNC, o número de famílias com dívidas acima de um ano subiu para 32%, e quase metade dos inadimplentes está com parcelas atrasadas há mais de 90 dias.

O cenário preocupa o setor comercial às vésperas da Black Friday, com expectativa de redução do tíquete médio e foco em itens essenciais. Para a CNC, a combinação de juros altos e orçamento apertado exige renegociações e políticas fiscais previsíveis para evitar agravamento da inadimplência em 2026.

A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

A proporção de famílias com contas em atraso por mais de 90 dias avançou a 49,0% em outubro, o maior nível desde dezembro de 2024 Houve aumento ainda, pelo segundo mês consecutivo, do porcentual de famílias comprometidas com dívidas por mais de um ano, para 32,0%. A fatia de consumidores que têm mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas aumentou também pelo segundo mês seguido, para 19,1%.

“Nem mesmo o bom momento do mercado de trabalho tem sido suficiente para conter o avanço na inadimplência, tamanho o patamar atual dos juros. Nesse cenário, o comércio já sente desaceleração das vendas, uma vez que as famílias se veem obrigadas a promover ajustes no orçamento para se adaptar a essa realidade”, apontou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, em nota.

A CNC projeta que o endividamento aumente em 3,3 pontos porcentuais até o fim deste ano em relação ao patamar que encerrou 2024, enquanto a inadimplência subiria 1,5 ponto porcentual.

 

Por: José Carlos

 

 

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