
Com previsão de déficit de R$ 40 milhões em 2026, o Flamengo precisará mudar o planejamento em 2027 e pode negociar jogadores na próxima janela de transferências. A ideia é vender atletas para cobrir o prejuízo financeiro deste ano e equilibrar o caixa, mas sem abrir mão de jogadores que impactem esportivamente e perder a competitividade dentro de campo, segundo o "ge".

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, atual presidente do FlamengoGilvan de Souza / Flamengo
Em reunião na última semana, o Conselho de Administração do Flamengo estipulou a meta de 40 a 45 milhões de euros (cerca de R$ 240 a R$ 270 milhões) em vendas de jogadores para 2027. A ideia é cobrir o déficit de 2026 e se proteger de algum objetivo não alcançado dentro das quatro linhas, como aconteceu nesta temporada com a eliminação na semifinal da Libertadores.
Em 2026, o Flamengo decidiu não negociar nenhum jogador considerado titular ou importante na rotação do técnico Leonardo Jardim, acreditando que seria possível conquistar os títulos da Libertadores e do Brasileirão pelo segundo ano consecutivo. Porém, a eliminação na semifinal da competição continental frustrou os planos da diretoria e causou impacto financeiro.
O Flamengo adotou uma estratégia diferente durante a temporada de 2026. A diretoria decidiu preservar os principais jogadores do elenco e evitou negociações que pudessem comprometer o rendimento da equipe.
A decisão considerava a possibilidade de conquistar novamente o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, depois dos resultados alcançados no ano anterior.
Entretanto, a eliminação para o Estudiantes, da Argentina, na semifinal da competição continental, frustrou uma das principais expectativas esportivas.
Consequentemente, o clube precisou reavaliar a relação entre investimento no elenco, receitas previstas e resultados financeiros.
A estratégia para 2027 deverá considerar a venda de atletas como uma fonte relevante de arrecadação, sem provocar uma redução significativa da competitividade.
O Flamengo avalia mudanças no planejamento financeiro para 2027 e poderá negociar jogadores importantes do elenco na próxima janela de transferências. Com previsão de déficit de R$ 40 milhões em 2026, o clube estabeleceu uma meta de arrecadação entre 40 milhões e 45 milhões de euros com vendas de atletas no próximo ano. A estratégia busca equilibrar as contas e reduzir a dependência financeira dos resultados esportivos, segundo informações divulgadas pelo ge.
O planejamento financeiro apresenta dois números que precisam ser analisados separadamente.
O primeiro corresponde à previsão de déficit de R$ 40 milhões em 2026. O segundo envolve a meta de arrecadar entre R$ 240 milhões e R$ 270 milhões com transferências em 2027.
Portanto, a receita pretendida com negociações equivale a aproximadamente seis a 6,75 vezes o déficit projetado.
A diferença indica que o objetivo não se limita a compensar o resultado negativo de 2026. O clube também pretende criar uma margem financeira para enfrentar eventuais frustrações esportivas na temporada seguinte.
Isso ocorre porque campanhas em competições nacionais e internacionais influenciam as receitas com premiações e outras atividades relacionadas ao desempenho esportivo.
Entretanto, o valor total das transferências não representa necessariamente uma entrada líquida equivalente no caixa.
Parcelamentos, comissões, direitos econômicos, obrigações contratuais e valores contábeis ainda podem interferir no resultado de cada operação.
Assim, a meta de vendas não permite concluir, isoladamente, qual será o lucro efetivo das negociações nem o impacto
A eliminação na Libertadores expôs um risco presente em planejamentos que consideram campanhas esportivas de grande sucesso.
Embora o Flamengo tenha preservado seus principais atletas para disputar os títulos, a equipe não alcançou a decisão continental.
Com isso, o clube deixou de disputar premiações que poderiam contribuir para seu resultado financeiro.
Para 2027, a administração pretende reduzir essa exposição. A meta de transferências funcionaria como uma fonte adicional de receitas, sem depender exclusivamente da conquista de títulos.
Contudo, a estratégia também exige cuidados. A venda de jogadores pode melhorar o planejamento financeiro, mas a saída simultânea de atletas importantes poderia elevar a necessidade de novas contratações.
Por essa razão, a diretoria deverá avaliar não apenas o valor oferecido por cada jogador, mas também o custo esportivo e financeiro de sua substituição.
Por: José Carlos
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